Escuta... não ouves?
são suaves melodias
entoadas pela frescura da água
que desce este vale e nos abraça...
São ecos moribundos profundos de mágoa
na ternura atlântica de longínquos dias.
Suspiram silenciosamente as árvores deste bosque,
murmúrios para o ar frio da noite atiram!
Será que choram? Será que gritam?
Na sua voz de sempre
chamam por mim e por ti,
tristes, solitárias,
em lentos movimentos imperceptíveis,
agitam os ramos ferozmente como nunca vi...
São muralhas intransponíveis observantes
são entes pensantes,
são prova de amor do que vivi...
Vivem as árvores dos nossos verdes bosques,
vivem em tons de verde princesas da natureza,
vivem presas na terra mas recusam a incerteza...
Escuta... não ouves?
Sou eu que gemo e grito,
sou eu que soluça e chora!
Atiro-me contra as paredes!
Tu evaporas em mim a cada hora,
e adormeces comigo e não te vais embora...
Mas eu pontapeio frenéticamente o ar!
Mordo os lábios para me amordaçar!
Mas vejo-te, sinto-te...
Sonho-te, desejo percorrer os teus caminhos secretos,
desejo o simples desejar,
desejo o clarão da madrugada junto ao mar...
mas desejo apenas um olhar.
Sentado à fraca luz vou escrevendo
simples versos deste amor que vou vivendo...
Escuta... não me ouves?
sexta-feira, março 05, 2004
sexta-feira, fevereiro 20, 2004
Tu, sempre tu...
Imensamente tu...
Vejo-te de longe, sorrindo,
amando este campo, fugindo.
Sonho mundos flutuantes,
sonho distantes clamores, amantes!
Sento-me por aqui, viajo ali,
voando... cantando e contando
os dias sem cessar... vejo-me de longe,
ao escuro, sozinho, chorando.
Tu, sempre tu...
Imensamente tu...
Um lindo olhar reflectido sobre o luar,
mágico, apaixonante...
Sonhos que sonhei, o que são?
Marés violentas de luz e vida
que nos inundam, talvez, de dor!
Eu quero o fresco clarão do novo dia,
eu quero o sonho inocente de uma criança,
eu quero olhar de novo por um passado,
viver-te em sossego e sonho demorado,
quero despejar as gavetas do Ser
em cima da cama, quero escrever, viver,
eu quero um grito! Quero tudo!
E não quero nada...
Não quero nada.
Que quererei eu da (in)coerência lógica do discurso?
Viver escondido numa manhã abandonada?
E respirar o vento que sopra da nova alvorada?
Tu, sempre tu...
Imensamente tu...
Aproximas-te flutuando no meu espaço vazio,
atiras-me soprando um beijo fugidio,
falas sussurrando, sorrindo, perfumando-me
de um êxtase inebriante, explosivo.
Como manhãs de nevoeiro,
tardes de oiro e noites de negro cetim...
O desejo crescendo, contagiante, puro marfim!
Assim és tu... um lindo verso, obra-prima inacabada.
Imensamente tu, esgotante, um sopro no coração,
interminável no infinito, rainha
e princesa, doce alma de tamanha paixão...
Imensamente tu...
Sempre tu...
[ao som de jacques brel - amsterdam
"Dans le port d´Amsterdam,
Y a des marins qui chantent..."]
Imensamente tu...
Vejo-te de longe, sorrindo,
amando este campo, fugindo.
Sonho mundos flutuantes,
sonho distantes clamores, amantes!
Sento-me por aqui, viajo ali,
voando... cantando e contando
os dias sem cessar... vejo-me de longe,
ao escuro, sozinho, chorando.
Tu, sempre tu...
Imensamente tu...
Um lindo olhar reflectido sobre o luar,
mágico, apaixonante...
Sonhos que sonhei, o que são?
Marés violentas de luz e vida
que nos inundam, talvez, de dor!
Eu quero o fresco clarão do novo dia,
eu quero o sonho inocente de uma criança,
eu quero olhar de novo por um passado,
viver-te em sossego e sonho demorado,
quero despejar as gavetas do Ser
em cima da cama, quero escrever, viver,
eu quero um grito! Quero tudo!
E não quero nada...
Não quero nada.
Que quererei eu da (in)coerência lógica do discurso?
Viver escondido numa manhã abandonada?
E respirar o vento que sopra da nova alvorada?
Tu, sempre tu...
Imensamente tu...
Aproximas-te flutuando no meu espaço vazio,
atiras-me soprando um beijo fugidio,
falas sussurrando, sorrindo, perfumando-me
de um êxtase inebriante, explosivo.
Como manhãs de nevoeiro,
tardes de oiro e noites de negro cetim...
O desejo crescendo, contagiante, puro marfim!
Assim és tu... um lindo verso, obra-prima inacabada.
Imensamente tu, esgotante, um sopro no coração,
interminável no infinito, rainha
e princesa, doce alma de tamanha paixão...
Imensamente tu...
Sempre tu...
[ao som de jacques brel - amsterdam
"Dans le port d´Amsterdam,
Y a des marins qui chantent..."]
sábado, fevereiro 14, 2004
Durante dias e noites, amor, te vejo,
sempre sorrindo, sempre me olhando.
Pois são teus olhos e beijos que desejo,
pois é com o teu amor que ando sonhando.
"E é amar-te assim perdidamente",
como te amo, que me faz viver.
É querer-te assim tão profundamente,
É tocar-te devagarinho que me faz renascer.
Porque tu és luz infinita, tu és vida,
porque tu, sim, és a alma escolhida.
Amar é viver, acreditar e sarar uma ferida!
Que amar seja a nossa missão,
que amar seja o triunfo do coração!
E que um dia me estendas, enfim, a mão!
sempre sorrindo, sempre me olhando.
Pois são teus olhos e beijos que desejo,
pois é com o teu amor que ando sonhando.
"E é amar-te assim perdidamente",
como te amo, que me faz viver.
É querer-te assim tão profundamente,
É tocar-te devagarinho que me faz renascer.
Porque tu és luz infinita, tu és vida,
porque tu, sim, és a alma escolhida.
Amar é viver, acreditar e sarar uma ferida!
Que amar seja a nossa missão,
que amar seja o triunfo do coração!
E que um dia me estendas, enfim, a mão!
sábado, fevereiro 07, 2004
terça-feira, fevereiro 03, 2004
Chuva.. gotas ardentes de veludo e hesitantes,
caÃídas de céus avermelhados e revoltantes,
enchem de novo fulgor meu pobre coração:
procuro, sozinho, alguém que me dê a mão.
Eu canto o vento de uma nova liberdade,
eu vivo vivendo em infinita contrariedade,
eu gritei em silêncio quando me vi perdido!
E choro gritando por um amor sentido...
Sinto de súbito subir-me o sangue,
vermelho, vivo, valendo a vida,
percorro assim meu rosto exangue,
sinto enfim o calor de uma página lida.
Suspiro então teu nome numa canção!
E amo-te assim porque me deste a mão...
caÃídas de céus avermelhados e revoltantes,
enchem de novo fulgor meu pobre coração:
procuro, sozinho, alguém que me dê a mão.
Eu canto o vento de uma nova liberdade,
eu vivo vivendo em infinita contrariedade,
eu gritei em silêncio quando me vi perdido!
E choro gritando por um amor sentido...
Sinto de súbito subir-me o sangue,
vermelho, vivo, valendo a vida,
percorro assim meu rosto exangue,
sinto enfim o calor de uma página lida.
Suspiro então teu nome numa canção!
E amo-te assim porque me deste a mão...
terça-feira, janeiro 27, 2004
... E aos dias seguiram-se as noites... e nada. Mas ele esperava. Sentado, deitado, em pé, ora olhando para o chão, ora tentando olhar para dentro de si. Sentia uma estranha força a prender-lhe a respiração, como se um peso se apoderasse dos pulmões e não deixasse sequer acalmá-lo para poder ganhar um novo ânimo e conseguir enfrentar a realidade... a sua realidade. Mas depois vieram as lágrimas. Muitas. Como um rio recém-nascido da nascente-mãe, com toda a força, a força de uma vida. E chorou... chorou como chora um poeta, de dentro para fora, sem ter medo que lhe vejam o brilho triste do seu sofrimento. Ele não... ostentava as lágrimas com orgulho; perdia-se em sentimentos que nem ele podia explicar. Sentia setas cravadas bem fundo no seu coração já murcho de tanto amar. Porque ele amava. cada minuto, cada dia, cada segundo da sua vida... mas também a amava, e ela não o podia amar. E ele chorava ainda mais, soluçava... e agora gritava!... mas ela não o ouvia...
Semanas depois, abriu os olhos, lentamente, como se as pálpebras se tivessem, enfim, separado depois de uma vida enamoradas uma da outra e não quisesem mais viver intermitentemente, resistidno à separação. Teve a sensação que ela ia entrar no quarto... deixou-se ficar deitado, no silêncio do bater do seu coração, à espera. Enquanto esperava, deslizou a vista pela porta, desejando vê-la abrir-se. Depois descia, contornando ao mesmo tempo com a memória as formas do corpo dela, natural, perfeito, como se a Natureza a tivesse posto no seu caminho para preencher o vazio de uma pobre alma, da alma dele... mas o vazio voltava e ele... pobre de novo!... e assim viveu, viveu, viveu... e amou, amou, amou...
Semanas depois, abriu os olhos, lentamente, como se as pálpebras se tivessem, enfim, separado depois de uma vida enamoradas uma da outra e não quisesem mais viver intermitentemente, resistidno à separação. Teve a sensação que ela ia entrar no quarto... deixou-se ficar deitado, no silêncio do bater do seu coração, à espera. Enquanto esperava, deslizou a vista pela porta, desejando vê-la abrir-se. Depois descia, contornando ao mesmo tempo com a memória as formas do corpo dela, natural, perfeito, como se a Natureza a tivesse posto no seu caminho para preencher o vazio de uma pobre alma, da alma dele... mas o vazio voltava e ele... pobre de novo!... e assim viveu, viveu, viveu... e amou, amou, amou...
Ao Mar de sempre... ao Mar da minha vida, imenso...
O mar...
tão salgado em seu esplendor,
enche-me o peito de dor
quando de ti me quero lembrar.
O mar...
tão violentas suas ondas,
e tu, quantas mentiras me contas...
quando me queres enganar.
O mar...
tantas são as TUAS cores...
em pequeno fazia-me tremores...
como tu, pois nao me queres amar...
O mar...
tão salgado em seu esplendor,
enche-me o peito de dor
quando de ti me quero lembrar.
O mar...
tão violentas suas ondas,
e tu, quantas mentiras me contas...
quando me queres enganar.
O mar...
tantas são as TUAS cores...
em pequeno fazia-me tremores...
como tu, pois nao me queres amar...
sábado, janeiro 10, 2004
Acordei: e na áurea luz da alvorada
vi um Anjo sublime vestido de prata.
E cantava, voava altivo sobre a amurada,
em paixão marinha... em incerta data.
Em dias de luz e eterno calor
demos as mão enternecidos no olhar,
fizemos promessas e juras de amor,
unimo-nos juntos somente para o amar.
Mas o mar da vida mudou a maré,
e uma onda maior arrastou-te de mim.
A luz esmorece...eu não ouso por-me de pé.
Por isso, volta, volta que eu espero por ti!
Lá fora chove, está frio e eu não te vi...
O meu coração chora... e eu aqui choro por ti...
vi um Anjo sublime vestido de prata.
E cantava, voava altivo sobre a amurada,
em paixão marinha... em incerta data.
Em dias de luz e eterno calor
demos as mão enternecidos no olhar,
fizemos promessas e juras de amor,
unimo-nos juntos somente para o amar.
Mas o mar da vida mudou a maré,
e uma onda maior arrastou-te de mim.
A luz esmorece...eu não ouso por-me de pé.
Por isso, volta, volta que eu espero por ti!
Lá fora chove, está frio e eu não te vi...
O meu coração chora... e eu aqui choro por ti...
Subscrever:
Mensagens (Atom)